Direita · Capítulo 1 de 7 · De onde veio?
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Como uma questão de lugar numa sala, em 1789, virou o nome de um lado da política — e como a direita mudou desde então.
Em 30 segundos
- Os nomes “esquerda” e “direita” nasceram na França, em 1789, por causa do lugar onde cada grupo sentava.
- Quem sentava à direita queria manter os poderes do rei e mudar as coisas com cautela.
- Com o tempo, ser de direita passou a significar defender a liberdade econômica, a ordem e as tradições.
Em 1789, a França vivia uma revolução. Numa grande sala, deputados discutiam quanto poder o rei deveria ter. Quem queria limitar o rei sentou do lado esquerdo. Quem queria preservar o rei e as tradições sentou do lado direito. Foi por causa de cadeiras que esses nomes nasceram.
A sala que deu nome à política
Os termos “esquerda” e “direita” surgiram na Assembleia Nacional francesa de 1789: quem defendia limitar os poderes do rei sentava-se à esquerda do presidente da sessão; quem defendia preservar prerrogativas da monarquia, à direita.
Como a direita mudou com o tempo
Primeiro, ser de direita era defender o rei, a Igreja e a ordem antiga. O pensador Edmund Burke dizia que não se deve destruir de uma vez o que levou séculos para ser construído.
Depois, quando surgiram os movimentos socialistas, os liberais — que defendiam a liberdade de comprar, vender e empreender — passaram a ocupar o lado direito.
No século 20, a direita também se dividiu. Uma direita democrática ajudou a reconstruir a Europa e, mais tarde, fez reformas a favor do mercado. Outra, a extrema direita do fascismo e do nazismo, destruiu democracias e perseguiu opositores.
Palavras que vão aparecer
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E no Brasil?
Aqui, a direita teve liberais e conservadores desde o Império. Nos anos 1930 surgiu o integralismo, de inspiração fascista. Setores da direita apoiaram o golpe de 1964 e a ditadura militar. Depois de 1985, poucos políticos se diziam de direita — até o rótulo voltar com força nos anos 2010.
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Liberdade como bússola